terça-feira, 19 de julho de 2016

FEUDO

Uma intolerância, uma aversão, um escárnio, um desprezo, uma raiva, um dó, um medo, um descaso.... Na verdade não sei ao certo qual destes sentimentos posso aferir à eloquência falsa e ensandecida da dialética e da dinâmica social deste país, seus trejeitos em lidar com as nossas vidas, as resoluções das lides, da acupuntura social e compulsória - sem anestesia - que numa diastrofia insana, me acabrunha a alma, tenta me ludibriar e insistir a acreditar que tudo vai bem. Nada está bem, salvo melhor juízo daqueles que criam todas estas balburdias políticas que visam apenas a satisfação pessoal de poucos. Sou apenas um número, sou apenas um cepeéfe, uma pequena máquina que única e exclusivamente tem a missão de contribuir, compelido pela ânsia e a necessidade daqueles que muito porcamente nos governam. Sou apenas mais um, um sem rosto, um descamisado, um camponês que ainda vive em um regime feudal, onde o senhor detentor de todo o poder apenas suga as nossas forças e, nosso dinheiro, nos fazendo lembrar sempre, como é difícil sermos honestos...

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