(...) Alguns tremem as suas mãos,
mas, com desenvoltura, driblam as falácias da avançada idade a ponto de já nem
perceberem os trejeitos que lhes derrubam o alimento; outros sentem o peso dos
anos a ponto de arcarem quase que tombando. Olhos curiosos buscam os cantos na
tentativa de encontrar o passado ja perdido e quase esquecido. Como pequenos
organismos, mesmo que com cada uma de suas vidas próprias, não chegam a
perceber que são apenas pequenas peças, diminutos blocos de uma construção
divinamente maior. Alheios às necessidades da dinâmica da vida, entregam estas
suas, na forma de um parco óleo, a fim de azeitarem as engrenagens da roda da
existência. Fúteis desejos vagam em suas mentes na ânsia de um resgate utópico
destas suas vidas que são incrivelmente vãs. Conversas são ouvidas em cada
canto como se cada uma fosse a mais importante, aquela que nos salvaria a
todos... Não precisamos de tanta comida; precisamos de acalento; precisamos de
compreensão; precisamos de entendimento, não para estas nossas necessidades
carcomidas pelo orgulho e mesquinharia, mas para que possamos, no mínimo, nos
aquietarmos e nos conformarmos de que na verdade não se necessita buscar nada,
mesmo porque, não há nada a ser buscado. Interessante é a vida em si, ou mesmo
esta que achamos estar vivendo: cheia de encantos, buscas, necessidades, única
e exclusivamente criadas por nós; não que verdadeiramente seja assim. Realmente
a vida é para ser vivida, mesmo que não tenhamos sequer a ideia do que isto
signifique.... Porém, na minha sempre mal interpretada noção, acredito que
mesmo diante de tanta incerteza, devemos pelo menos, sermos fiéis às nossas
conjecturas, nossas crenças, tentando em todos os momentos, buscar alcançar o
amor, o que, ao meu ver, é a única verdade à nós creditada...GOSTO DE ESCREVER. NÃO PENSO MUITO. VOU SOMENTE DANDO VAZÃO ÀS PALAVRAS, AS QUAIS ACABAM POR CRIAR SENTIDO SOZINHAS. POR OUTRO LADO, ESTAS PALAVRAS SURGEM EM MINHA MENTE MAIS RÁPIDO QUE MINHAS MÃOS POSSAM ACOMPANHA-LAS E ESCREVE-LAS... DAI, MUITO SE PERDE NA IMENSIDÃO DA LENTIDÃO DE MEUS GESTOS..."
terça-feira, 19 de julho de 2016
MOMENTO CONGELADO NO TEMPO
(...) Alguns tremem as suas mãos,
mas, com desenvoltura, driblam as falácias da avançada idade a ponto de já nem
perceberem os trejeitos que lhes derrubam o alimento; outros sentem o peso dos
anos a ponto de arcarem quase que tombando. Olhos curiosos buscam os cantos na
tentativa de encontrar o passado ja perdido e quase esquecido. Como pequenos
organismos, mesmo que com cada uma de suas vidas próprias, não chegam a
perceber que são apenas pequenas peças, diminutos blocos de uma construção
divinamente maior. Alheios às necessidades da dinâmica da vida, entregam estas
suas, na forma de um parco óleo, a fim de azeitarem as engrenagens da roda da
existência. Fúteis desejos vagam em suas mentes na ânsia de um resgate utópico
destas suas vidas que são incrivelmente vãs. Conversas são ouvidas em cada
canto como se cada uma fosse a mais importante, aquela que nos salvaria a
todos... Não precisamos de tanta comida; precisamos de acalento; precisamos de
compreensão; precisamos de entendimento, não para estas nossas necessidades
carcomidas pelo orgulho e mesquinharia, mas para que possamos, no mínimo, nos
aquietarmos e nos conformarmos de que na verdade não se necessita buscar nada,
mesmo porque, não há nada a ser buscado. Interessante é a vida em si, ou mesmo
esta que achamos estar vivendo: cheia de encantos, buscas, necessidades, única
e exclusivamente criadas por nós; não que verdadeiramente seja assim. Realmente
a vida é para ser vivida, mesmo que não tenhamos sequer a ideia do que isto
signifique.... Porém, na minha sempre mal interpretada noção, acredito que
mesmo diante de tanta incerteza, devemos pelo menos, sermos fiéis às nossas
conjecturas, nossas crenças, tentando em todos os momentos, buscar alcançar o
amor, o que, ao meu ver, é a única verdade à nós creditada...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Gostaria muito de saber o que você achou... Obrigado!