Quando vislumbro com objetividade
o espaço que constitui a minha realidade, tenho sempre a sensação de que este
espaço deveria ser preenchido simetricamente. Sei que parece loucura ou mais
uma das inúmeras manias que possuo. Na verdade, não sei o porquê. Sei somente
que isto é uma necessidade intrínseca, independente da minha vontade e da minha
razão. Para mim, os espaços poderiam ser todos constituídos de planos límpidos
e livres de aspectos desconexos. Até poderiam possuir ornamentos suaves,
volutas sóbrias ou traços precisos, mas definitivamente, deveriam ser
simétricos. Deve ser por alguma necessidade psicológica desconhecida, alguma
insanidade que transpõe a realidade e se demonstra como uma necessidade que é,
na verdade, bem simples. Realmente nunca parei para pensar no assunto até este
momento. Sabia que estava lá: esta vontade da clareza, do simples, da harmonia
entre as proporções. Pode ser um reflexo característico de algum gene alelo ou de
algum cromossomo adaptado de tempos passados ou de vidas vividas ou
transferidas entre as gerações, que acabaram por me acompanhar e que findam por
passar-me estas sensações. Talvez a tendência dos acontecimentos e
preenchimentos dos espaços que nos cercaram e, que seguiram parâmetros caóticos
que congruiram, no final da experiência, à simetria dos traços e objetos.
Talvez tudo isso não passe apenas de uma singela saudade de se vislumbrar a
disposição nostálgica que a vida sempre foi e que sempre desejou ser: simples, harmônica
e principalmente simétrica.GOSTO DE ESCREVER. NÃO PENSO MUITO. VOU SOMENTE DANDO VAZÃO ÀS PALAVRAS, AS QUAIS ACABAM POR CRIAR SENTIDO SOZINHAS. POR OUTRO LADO, ESTAS PALAVRAS SURGEM EM MINHA MENTE MAIS RÁPIDO QUE MINHAS MÃOS POSSAM ACOMPANHA-LAS E ESCREVE-LAS... DAI, MUITO SE PERDE NA IMENSIDÃO DA LENTIDÃO DE MEUS GESTOS..."
quarta-feira, 20 de julho de 2016
TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO
Quando vislumbro com objetividade
o espaço que constitui a minha realidade, tenho sempre a sensação de que este
espaço deveria ser preenchido simetricamente. Sei que parece loucura ou mais
uma das inúmeras manias que possuo. Na verdade, não sei o porquê. Sei somente
que isto é uma necessidade intrínseca, independente da minha vontade e da minha
razão. Para mim, os espaços poderiam ser todos constituídos de planos límpidos
e livres de aspectos desconexos. Até poderiam possuir ornamentos suaves,
volutas sóbrias ou traços precisos, mas definitivamente, deveriam ser
simétricos. Deve ser por alguma necessidade psicológica desconhecida, alguma
insanidade que transpõe a realidade e se demonstra como uma necessidade que é,
na verdade, bem simples. Realmente nunca parei para pensar no assunto até este
momento. Sabia que estava lá: esta vontade da clareza, do simples, da harmonia
entre as proporções. Pode ser um reflexo característico de algum gene alelo ou de
algum cromossomo adaptado de tempos passados ou de vidas vividas ou
transferidas entre as gerações, que acabaram por me acompanhar e que findam por
passar-me estas sensações. Talvez a tendência dos acontecimentos e
preenchimentos dos espaços que nos cercaram e, que seguiram parâmetros caóticos
que congruiram, no final da experiência, à simetria dos traços e objetos.
Talvez tudo isso não passe apenas de uma singela saudade de se vislumbrar a
disposição nostálgica que a vida sempre foi e que sempre desejou ser: simples, harmônica
e principalmente simétrica.
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