Minha mãe foi se deitar, reclamando estar cansada. Confesso que nunca a vi assim, acometida calada e um
tanto triste. Confesso que me senti a pessoa mais inútil deste mundo; sem saber
o que fazer, vendo minha mãe ali inerte e desamparada. Sentei-me ao seu lado e
tome-lhe suas mãos, num ato desesperado de tentar lhe confortar e recompensar o
tempo que não tinha estado por perto... Segurei firme sua mão, para tentar lhe
trazer carinho e acalento, mas no fundo, buscava eu mesmo não cair por terra,
diante do desespero que a angústia que ela sentia, me passava. Segurei sua mão, num instante congelado e eterno no tempo e vi que ela percebeu este meu desespero e, mesmo cansada e cabisbaixa, mas, por
conta da arte que lhe é comum, ali mesmo, da forma mais pura e simples possível,
como que num poema feito na hora, falou-me destas suas mãos, dizendo que elas já
deram, já tomaram, já bateram, já acalentaram, já ajudaram, já foram ajudadas... lembrando-me que esta é a beleza da vida: o amor incondicional acima de tudo,
mesmo estando triste ou cansada ou calada, ou cabisbaixa, mas com certeza sim,
sem nunca tirar o sorriso do rosto, sem nunca perder a esperança, sem nunca
deixar de realmente viver, o mais intensamente possível...GOSTO DE ESCREVER. NÃO PENSO MUITO. VOU SOMENTE DANDO VAZÃO ÀS PALAVRAS, AS QUAIS ACABAM POR CRIAR SENTIDO SOZINHAS. POR OUTRO LADO, ESTAS PALAVRAS SURGEM EM MINHA MENTE MAIS RÁPIDO QUE MINHAS MÃOS POSSAM ACOMPANHA-LAS E ESCREVE-LAS... DAI, MUITO SE PERDE NA IMENSIDÃO DA LENTIDÃO DE MEUS GESTOS..."
quarta-feira, 20 de julho de 2016
TE AMO MÃE
Minha mãe foi se deitar, reclamando estar cansada. Confesso que nunca a vi assim, acometida calada e um
tanto triste. Confesso que me senti a pessoa mais inútil deste mundo; sem saber
o que fazer, vendo minha mãe ali inerte e desamparada. Sentei-me ao seu lado e
tome-lhe suas mãos, num ato desesperado de tentar lhe confortar e recompensar o
tempo que não tinha estado por perto... Segurei firme sua mão, para tentar lhe
trazer carinho e acalento, mas no fundo, buscava eu mesmo não cair por terra,
diante do desespero que a angústia que ela sentia, me passava. Segurei sua mão, num instante congelado e eterno no tempo e vi que ela percebeu este meu desespero e, mesmo cansada e cabisbaixa, mas, por
conta da arte que lhe é comum, ali mesmo, da forma mais pura e simples possível,
como que num poema feito na hora, falou-me destas suas mãos, dizendo que elas já
deram, já tomaram, já bateram, já acalentaram, já ajudaram, já foram ajudadas... lembrando-me que esta é a beleza da vida: o amor incondicional acima de tudo,
mesmo estando triste ou cansada ou calada, ou cabisbaixa, mas com certeza sim,
sem nunca tirar o sorriso do rosto, sem nunca perder a esperança, sem nunca
deixar de realmente viver, o mais intensamente possível...
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