terça-feira, 19 de julho de 2016

PERCEPÇÕES E SENTIDOS

Uma criança que chora; um pai que lhe afaga; um carro que avança; a água que jorra na fonte apática; um pássaro que voa; uma pessoa que vem; um vento que sopra; um cheiro que sinto; uma folha que se solta e, cai; um inseto que busca... Tudo é, ao mesmo tempo, sincronizado, esférico, dinâmico, elegante... Um algoritmo complexo e completo, se revelando verdadeiramente, como a vida em si... E esta é apenas a minha percepção deste momento, eterno no tempo, que nunca mais poderá se repetir, singelo e intrincado, incrivelmente intrincado, se apresentando diante de meus olhos. Este é apenas o meu pedaço perceptivo deste pequeno campo apreendido. O que dizer das percepções acerca deste programa divino que matematicamente se encaixa perfeitamente e que acontece a todo instante diante da maioria despercebida? Sou privilegiado por apreender estas nuances, sou privilegiado por perceber estas engrenagens, que a cada lapso de tempo me mostram a grandeza do Criador acerca de tudo isso. Pena é porém, nem todos perceberem estes acontecimentos; pena é eu não ser capaz de conseguir traduzir em palavras, esta maravilhosa visão de Deus diante de mim nestas suas mais singelas demonstrações, pois o complexo é apenas apreendido sistematicamente em pequenas nuances perpetuadas no tempo, o qual nunca se repete... Ainda que a mesma criança chore e o mesmo pai lhe afague, ainda que o carro ainda avance e a agua jorre na fonte apática, estes ja não são mais os mesmos, pois como o rio de Heráclito, já são outros, apesar de os olhos que os fitam serem os mesmos e terem se fechado por pouquíssimo tempo: o suficiente para Deus se mostrar novamente, de forma diferente na mesma cena ainda percebida...

3 comentários:

  1. Gostei! E, se me permite, embora entendo perfeitamente o que Heráclito disse quanto ao rio não ser o mesmo, entendo também que ele segue sendo o mesmo apesar das águas passadas, pois o rio não é somente a água que segue, mas um conjunto da nascente, da água e da parte mais baixa que cria o canal por onde elas passam, isto é, o rio não é somente a água, ao ponto de podermos dizer em determinadas épocas: o rio secou.
    Abraço e sucesso sempre!

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  2. João Marcos Vieira.
    Esqueci de pôr meu nome. rs

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  3. Claro que o que disse não tem a ver com o assunto do post. rs

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